13 de jun de 2011

Atelier, a casa da criação / The studio, home of the creation

O espaço do atelier é sempre muito interessante.
Temos as cores das tintas, equipamentos distantes do cotidiano como prensas (no meu caso não!), material bruto como placas de madeira, muitas telas, cavaletes, e mesmo aquele monte de tranqueira que um dia ainda servirá para alguma coisa.
Mas além destes aspectos físicos temos o ambiente em que o artista cria e trabalha. Então o atelier, para mim, é antes de mais nada um lugar em que o artista fica à vontade, se sinta em casa. E, portanto, o atelier é uma espécie de casa paralela, onde moram não as pessoas mas sim as obras, nossas criações.


No meu caso, como podem ver acima, a casa está cheia! Após um dia de muito trabalho, resolvi fazer esta foto com o celular, sem compromisso mesmo. Meu (pequeno) atelier está sempre mudando pois o espaço é pouco e tenho que desocupá-lo por completo duas vezes por semana.
Grudado na parede, temos a gravura Sem Pistas (exposta na 5a. Bienal de Gravura de Santo André) e, ao lado, o "Estudo sobre a Alegria Simulada".
Na mesa, temos "Retrato do Artista enquanto incógnita" e "Amused to death" - o nome em inglês não é pedantismo, é referência ao álbum de Roger Waters, homônimo.
No cavalete temos uma pintura ainda em processo.
E, claro, sobre a mesa tintas, pincéis, paleta, carvão, caderno... Uma bagunça!

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Having a glimpse at a studio is always interesting.
There´s the paint colors, unusual things as a press (not in my case!), rough stuff like plates of wood, a lot of canvas, easels, and that whole lot of things that someday will find its use.
But beyond these physical aspects we have the environment in which the artist creates and works. So the studio, to me, is first and foremost a place where the artist is comfortable, feel at home. And therefore, the studio is a kind of alternative house, where lives not people, but our creations.
In my case, as you can see above, the house is full! After a hard-working day, I decided to make this picture with the cell phone, without commitment. My (small) studio is always changing because the space is little and have to vacate completely twice a week.
Attached to the wall, the picture "Sem Pistas" (something like "No Clues") (shown in the 5a. Bienal de Gravura de Santo André) and beside "Estudo sobre a Alegria Simulada", ("Study on Simulated Happiness")
At the table, we have "Retrato do Artista enquanto incógnita" ("Portrait of the Artist as question mark") and "Amused to Death"- the name in English is not pedantry (I´m Brazilian!), but a reference to the album from Roger Water.


On the easel, a painting still in process...
And, of course, on the table we got paints, brushes, palette, coal, notebook ... A mess!

2 comentários:

  1. É muito interessante pensar que esses pequenos tubos de tintas, a aquarela, os pincéis e as telas, nada seriam, ou melhor, seriam apenas isto, se não fosse a imaginação e o talento do artista.
    Um espaço relativamente pequeno, mas que com a variedade de trabalhos e "personagens", temos a sensação de que há muita "gente" convivendo lá dentro, dando a sensação de que é um grande lugar.
    Mais uma vez, meus parabéns!

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  2. Não conseguiria imaginar um atelier mais com"cara de Renato" do que esse. Adorei tudo. Bjs
    mara

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